terça-feira, 26 de maio de 2015

Resenha: A menina submersa - memórias





Nome Original do Livro: The drowning girl: a memoir 
Autor(a): Caitlín R. kiernan
Ano de Lançamento:  2014
Editora: DarkSide Books
Número de Páginas: 320
Gênero: Literatura Americana - Suspense/Fantasia
Avaliação: 4/5


   Um livro inquietante dentro de outro livro. Uma grande confusão onde nem a personagem esquizofrênica consegue se encontrar. Confundir o leitor é a intenção.






  Imp (India Morgan Phelps) é filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio para se livrarem de suas pertubações esquizofrênicas. Ela é a única que não quer isso e luta com suas memórias e pensamentos para separar o real do não-real e descobrir quem realmente é, buscando saber o melhor sobre a inusitada e misteriosa Eva Canning e de sua relação com a namorada transgênera Abalyn.

   Imp vai e vem no tempo da história. Algumas vezes ela não quer contar algo que o leitor fica curioso para saber, outras ela conta e depois diz que é mentira. Ou simplesmente cria dois tempos para um único acontecimento. Uma personagem que te deixa com medo de um simples quadro com um borrão no centro ou um lago a beira de uma estrada.




   A história começa com a apresentação de India e um pouco de sua vida, seguido depois pelo terror que ela sente pelo quadro "A Menina Submersa", onde há uma mulher nua sob um rio em alguma floresta. Logo em seguida, nos conta como conheceu Abalyn e mais adiante, de seu encontro com Eva, que estava nua e toda molhada na beira de uma estrada. É ai que a história começa a ser conectada parte por parte. Foi esse encontro que faz surgir praticamente todo livro que Imp nos escreve. Depois disso, você vai enfrentar a leitura para saber sobre seu final.

   "Reler os capítulos"- isso será normal para essa leitura. Palavras que talvez não conheça irá aparecer várias vezes, a incoerência esta em todas as páginas. A nossa narradora-personagem também adora inserir poemas, músicas e frases no meio da leitura (trechos de "Alice no País das maravilhas" e de "Moby Dick", letras do Radiohead, trabalhos de Edgar Alan Poe e muitos mais). Escreve errado e depois apaga. Há alguns erros ortográficos que, creio eu, foram propositais. 
   O cenário está fantástico nesse livro, assim como o resto dele. A fantasia se mistura com o horror e o real, e você já não sabe mais qual o gênero do livro. 
   Sim, eu demorei para terminar esta leitura pois não é algo com que estou acostumado. A escrita não é complicada, mas a junção delas sim. Um desafio para qualquer leitor. Uma narrativa não-linear que faz você entrar em uma mente insana e obsessiva-compulsiva. Aom menos Imp nos avisa para não confiar muito nela. Não abandonem este livro, vai ser difícil no começo, porém depois não terá como parar.

   Ah! E Neil Gaiman tinha razão: ninguém escreve como Caitlín.



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